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Como não cair em ciladas – avaliando vagas de emprego

Publicado em 17 de janeiro de 2019
Autor: Mateus Ávila Isidoro

Programa Carga Pesada, da rede Globo, onde o meme “É uma cilada, Bino” ficou famoso.

Somos medrosos por natureza. As nossas fobias e inseguranças são presentes na nossa vida. Confesso que um dos meus maiores medos é ficar desempregado. Outro medo que tenho é estar mal empregado, que mesmo que entre os pilas na carteira, faça diariamente o desejo de jogar tudo pro alto e tentar vender muambas do Paraguai.

Como evitar as ciladas? Vou passar dicas que julgo preciosas para que não entremos em roubadas.

Love Mondays é um bom indicativo

O serviço Love Mondays faz uma avaliação de qualquer empresa no Brasil. Os feedbacks que são obtidos pelos funcionários podem ser muito ricos para ter uma noção clara do ambiente de trabalho. Vamos investigar a Pipefy:

  • As pessoas gostam de trabalhar lá
  • Há conflitos, mas que são resolvidos de forma educada e respeitada
  • A empresa está crescendo muito rápido, logo há dores de crescimento que fazem algumas insatisfações.
  • Instabilidade na carreira por causa da instabilidade do futuro da empresa
  • O salário não é competitivo.

Esta empresa não foi escolhida a toa. Ela lidera em satisfação geral no setor de tecnologia. As questões que apontei aqui não me parecem horríveis, impeditivas para se trabalhar ali, pois todo o processo está evoluindo junto com a empresa.

Já há outras empresas que atestam o contrário. No print a seguir, vemos o que seria um péssimo indicativo de empresa pra trabalhar.

Por razões óbvias, não vou citar o nome da empresa, mas para tirar sua curiosidade, basta ir em empresas piores avaliadas.

Pegando na raiz do problema: a descrição da vaga

A descrição de uma vaga de trabalho pode ser um indicativo do que eles procuram, mas pode ser um bom caminho para verificar se a empresa é correta ou uma bomba prestes a explodir.

Esta vaga, obtida no hipsters.jobs, olhando de longe, parece ser bem correta com os desejos que a empresa gostaria de ter ao contratar o funcionário. Eles descrevem o que o funcionário irá fazer, em qual contexto, as exigências para a vaga (que não parecem ser impossíveis ou ilegais).

Descrever a vaga com a maior quantidade de informações ajuda a ter um contrato claro entre funcionário e empresa, sem que ele se sinta indo num açougue.

Já esta “maravilha” nos brinda com um chá de não trabalhe aqui:

Are you triggered? Palavras-chave para pular fora

Vou listar algumas maravilhosas palavras que denunciam a cilada, em seus graus mais evidentes de chorume:

  • Mentalidade de dono: Como empreendedorismo de palco é moda, logo os chefes querem que os empregados pensem iguais a ele. Isto significa que eles podem dar seus próprios aumentos?
  • Festival de letrinhas de linguagens de programação: Se você é front, no máximo pode ter noções de backend. Exigir python é desvio de função.
  • “Se você for ambicioso”: por acaso eu tenho que comprar a vaga da empresa que irei trabalhar? Querem alguém que passe a perna nos colegas?
  • “Amar o que faz”: querem um funcionário que aceite chicotadas e fique feliz?
  • Multitarefa: Nós não conseguimos fazer mais do que 1 tarefa por vez. Pesquisas dizem isso diretamente. Mas o mundo acha que conseguimos compilar um código e tomar café AO MESMO TEMPO.

Se tiver mais palavrinhas mágicas, posta ai nos comentários.